Levantamento feito pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mapeando a burocracia existente para a abertura de negócios no país mostra que São Paulo é o Estado onde é mais difícil obter as informações necessárias, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
Os pesquisadores precisaram fazer 102 ligações para reunir todos os dados sobre custos, taxas e procedimentos. O local mais fácil foi a Paraíba, onde foram necessários 12 telefonemas.
Para Cristiano Prado, gerente de Infraestrutura e Novos Investimentos da Firjan, falta pessoal qualificado. A federação define o processo de abertura de negócios no país como uma "peregrinação entre órgãos, pouco transparente e muito custosa". O empreendedor disposto a abrir uma empresa precisa pagar de 12 a 16 taxas e obter 43 documentos.
A Firjan destaca, entre os aspectos negativos no setor, a ausência de uma agenda de reformas para desburocratização do processo de abertura de empresas. Além disso, afirma que é necessário adotar um único número de registro da empresa e incentivar a participação em associações internacionais de registro comercial.
De outro lado, entre os aspectos positivos, a federação cita a não exigência de capital mínimo, a disponibilidade de informações e serviços na internet e a criação de uma central de atendimento ao cidadão, como o Plantão Fiscal, da Secretaria de Fazenda.
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