| Arquivo: Ano VI - Edição 215 - São Paulo 30 de Julho de 2010 |
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ECONOMIA 1 - Indústria desacelera, mas apresenta sinais divergentes |
A economia brasileira exibe hoje sinais contraditórios, assinala reportagem de O Estado de S.Paulo. A indústria de eletrodomésticos e automóveis começa a acumular estoques. Nas montadoras, o volume de carros nos pátios é o maior dos últimos anos e já supera até o de dezembro de 2008, o auge da crise.
Sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, em junho, pela primeira vez desde o início de 2009, as indústrias de veículos e de eletrodomésticos, setores que foram beneficiados pelo corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) voltaram a acumular estoques indesejáveis em junho. No mês passado, 4% das empresas de materiais de transporte estavam nessa condição e 2% das indústria de linha branca, diz a pesquisa.
Em outros setores, no entanto, o que se vê é exatamente o posto: em alguns casos existe escassez de produtos e de mão de obra. Na construção civil, por exemplo, empresas importam cimento para atender o ritmo acelerado das edificações. As companhias de transporte rodoviário, por sua vez, têm dificuldade de por toda frota para rodar por falta de pneus. Também voltou a ter fila de espera para compra de caminhões zero quilômetro. Nos portos, o aumento das importações e o embarque maior de açúcar provoca congestionamento no cais.
Dados divulgados na semana passada sobre o emprego e renda confirmam que existe combustível para sustentação da demanda nos próximos meses. A taxa de desemprego de 7% alcançada em junho foi o menor nível para o mês desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002, e a massa de rendimentos reais dos trabalhadores cresceu em junho 6,7%na comparação com o mesmo mês de 2009.
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