Com a expectativa de crescimento da economia brasileira de mais de 5% neste ano, o mercado estima que o Copom (Comitê de Política Monetária) comece a aumentar a taxa básica de juros (Selic) em março ou abril. Na média, os investidores acreditam que a Selic saltará de 8,75% para 11,25% durante todo o próximo ciclo de aperto monetário. O movimento teria como justificativas a aceleração da inflação, a baixa ociosidade do setor produtivo e os gargalos que reduzem o potencial de crescimento sustentável do país.
O Portal EXAME perguntou a diversos especialistas quais setores seriam os mais prejudicados pela elevação dos juros, e a resposta unânime foi: empresas de infraestrutura, varejo e consumo, em especial as pequenas e médias, que compõem a parte mais volumosa da pirâmide econômica no país. "A Selic elevada inviabilizará diversos investimentos, podendo levar ao naufrágio empresas de médio porte como, por exemplo, algumas redes farmacêuticas", avalia Celina Ramalho, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.
Por outro lado, a maioria das médias e das grandes empresas também poderá repassar o aumento da taxa básica para o consumidor final. Esse cenário acentuará o endividamento e a inadimplência de quem vinha num ritmo de compras sem precedentes.
A reportagem completa está disponível no Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/negocios/maiores-vitimas-alta-juros-536120.html?page=1
|